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Auracast Aparelho Auditivo
Aparelhos Auditivos

Auracast Aparelho Auditivo

28/10/2026

Auracast é uma tecnologia do Bluetooth que transmite o mesmo áudio para vários dispositivos ao mesmo tempo, como se fosse uma estação de rádio local. No caso de quem tem perda auditiva, isso significa receber o som de uma televisão, de um anúncio ou de uma palestra direto no aparelho auditivo, sem pareamento e sem acessórios. Este conteúdo passou pela revisão do fonoaudiólogo e engenheiro Fabio Horsth Catão (CRFa 22368), diretor da Auditif, e mostra o que já funciona, o que ainda depende de infraestrutura e o que vale perguntar antes de trocar de aparelho.

O que é o Auracast, em poucas palavras

O Auracast foi apresentado em 2022 pelo Bluetooth SIG, a entidade que mantém o padrão, e roda sobre o Bluetooth LE Audio, de acordo com o Tecnoblog. A principal novidade é o modo de transmissão. Um transmissor, que pode ser um celular, uma TV ou o sistema de som de um local, envia o áudio, e qualquer aparelho compatível ao alcance pode sintonizar. Esses aparelhos receptores incluem fones de ouvido, caixas de som e aparelhos auditivos.

Em termos simples, a diferença para o Bluetooth tradicional é de lógica. O Bluetooth comum liga um aparelho a outro, como uma linha de telefone. Já o Auracast espalha o sinal, como uma transmissão de rádio, e cada pessoa escolhe se quer ouvir.

O que é o Bluetooth LE Audio e por que ele importa

O Bluetooth LE Audio é a base técnica sobre a qual o Auracast funciona. Ele foi pensado para entregar som com boa qualidade gastando pouca energia, o que pesa muito em aparelhos auditivos, que precisam durar o dia inteiro com uma bateria minúscula. Além disso, ele permite que um mesmo dispositivo converse com vários receptores. É essa característica que abre espaço para a transmissão em grupo.

Como ele funciona no dia a dia

Para usar, a pessoa procura as transmissões disponíveis no celular ou no próprio aparelho auditivo e escolhe a que quer ouvir, de forma parecida com a escolha de uma rede de Wi-Fi. Algumas transmissões são abertas, e outras podem ser protegidas por senha, o que garante privacidade em situações como uma reunião.

Em casa, o uso mais promissor é a televisão. Com uma TV ou um transmissor compatível, duas pessoas com aparelhos auditivos podem ouvir o mesmo programa ao mesmo tempo, cada uma no volume que precisa, enquanto o resto da sala continua em silêncio. Para casais em que um se incomoda com o volume do outro, é uma diferença bem concreta.

Fabio Horsth Catão (CRFa 22368) destaca esse uso como o de efeito mais imediato:

"A televisão é a cena em que o ganho aparece mais rápido. Cada um ajusta o volume no próprio aparelho, e a sala inteira para de disputar o controle remoto."

Fora de casa, por sua vez, o conceito vale para cinemas, teatros, aeroportos, salas de aula e igrejas, onde o transmissor do local enviaria o áudio direto para quem quiser sintonizar.

Auracast e aro magnético: o que muda

Antes do Auracast, o recurso mais usado para esse fim em locais públicos era o aro magnético, também chamado de telecoil ou T-coil, ligado a sistemas de loop de indução. Ele funciona bem, mas depende de o aparelho ter a bobina e de o local ter o loop instalado. Nos Estados Unidos e em boa parte da Europa, o loop é mais difundido. No Brasil, ele segue raro em espaços públicos, segundo um material da comunidade de pessoas com perda auditiva.

Por outro lado, o Auracast promete resolver duas limitações antigas. A primeira é a exigência de equipamentos específicos para cada local. A segunda é a dependência da bobina no aparelho. Em compensação, ele depende de outra coisa: o aparelho precisa ter o recurso, e o local precisa ter o transmissor.

Onde dá para usar de verdade, hoje

Em agosto de 2026, a HearingTracker noticiou que os lançamentos de dois grandes fabricantes completaram a adoção do Auracast por todos os principais nomes do mercado de aparelhos auditivos. Ou seja, do lado dos aparelhos, a tecnologia amadureceu. Do lado dos locais, porém, a mesma matéria aponta que a infraestrutura segue como o gargalo.

Um texto publicado em julho no Hearing Health Matters compara a situação a ter um carro elétrico antes de existir rede de recarga. Aparelhos mais antigos não trazem o recurso, e nem todos os modelos novos o incluem.

No Brasil, a instalação nos locais ainda está no começo. Um indicador disso é que a pesquisa acadêmica sobre o tema também é recente. Uma revisão de escopo publicada na revista CoDAS reuniu apenas 17 publicações entre junho de 2022 e abril de 2025 e concluiu que o Auracast é uma inovação emergente, que ainda precisa de estudos que avaliem seu efeito em escolas, serviços de saúde e transporte. Estimativas do setor falam em 1,5 milhão de locais com a tecnologia no mundo até 2029, número que, por enquanto, é só uma projeção.

Na prática, a casa é onde o recurso rende primeiro, já que nos locais públicos tudo depende da instalação feita por cada estabelecimento.

Como perguntar nos locais que você frequenta

Enquanto a instalação não se espalha, vale perguntar. Cinemas, teatros, igrejas, auditórios e salas de espera podem informar, na recepção ou no setor de acessibilidade, se já têm transmissor Auracast. Se tiverem, peça orientação sobre como sintonizar e teste antes do evento começar. Quem mostra interesse ajuda a transformar a procura em demanda, e a demanda é o que costuma levar um local a investir.

Meu aparelho tem Auracast? O que verificar

Quem já usa aparelho auditivo pode checar alguns pontos com o profissional que o adaptou:

  1. O modelo tem Auracast ativo, ou o recurso vem por atualização de software? Em alguns casos, é preciso um aparelho novo.
  2. O aparelho funciona com Bluetooth LE Audio?
  3. O celular que você usa também é compatível? A transmissão passa por ele na maior parte dos cenários.
  4. A TV de casa tem Auracast, ou será necessário um transmissor?
  5. Há um local que você frequenta e que já oferece a transmissão? Sem isso, a utilidade imediata é menor.

Também costuma surgir a dúvida sobre o consumo de bateria. Um grupo de pesquisa da USP descreve o Auracast como uma tecnologia de baixo consumo de bateria, mas o efeito real em cada modelo depende da fabricação e do uso.

Sobre a troca de aparelho, Fabio Horsth Catão (CRFa 22368) tem uma posição clara, como explica:

"Auracast é um recurso que vale conhecer, mas sozinho não justifica trocar de aparelho. O que decide é como a pessoa ouve no dia a dia, e o recurso entra como mais um critério quando chega a hora da troca."

Auracast e implantes cocleares

O Auracast não é exclusividade dos aparelhos auditivos. Segundo o Bluetooth SIG, a tecnologia também abre uma opção de acesso ao som em locais públicos para quem usa implante coclear. A compatibilidade, no entanto, depende do processador de cada modelo, e a equipe que acompanha o implante é quem pode confirmar o que cada pessoa consegue usar.

Privacidade e segurança

Como o sinal é transmitido para o ar, a pergunta sobre privacidade é natural. Uma transmissão pública, como o áudio de um filme, pode ficar aberta a todos. Já uma transmissão de reunião ou de atendimento pode ser protegida por senha, e só quem a conhece consegue sintonizar. Além disso, o aparelho auditivo só recebe a transmissão que a pessoa escolhe, o que evita sintonias acidentais.

O que a pesquisa diz até agora

A revisão da CoDAS é a referência brasileira mais completa no momento. O que ela mostra é um cenário de potencial grande e evidência pequena. Há descrições técnicas e relatos de uso, mas poucos estudos que meçam o benefício na vida real, como a melhora no entendimento da fala ou na participação em eventos. Por enquanto, o entusiasmo do mercado anda na frente das medições.

Para quem tem interesse em tecnologia de ponta, ainda vale ler o texto da Auditif sobre as novas tecnologias em aparelhos auditivos, que trata de outros recursos além do Auracast.

Vale trocar de aparelho por causa do Auracast?

Depende do momento. Quem acaba de comprar um aparelho em bom estado e que atende às necessidades não precisa se apressar. O Auracast ainda tem uso limitado nos locais, e um aparelho bem adaptado traz mais benefício do que um recurso que quase não se usa.

Já quem está perto de trocar, por tempo de uso ou por mudança na perda auditiva, pode incluir o Auracast na lista de pontos a comparar. Nesse caso, o texto sobre quando trocar o aparelho auditivo ajuda a decidir o momento. A escolha do modelo, por sua vez, depende do grau da perda, do estilo de vida e da adaptação, e os aparelhos auditivos e acessórios disponíveis na Auditif podem ser apresentados na avaliação.

Antes de qualquer decisão, a base continua sendo uma audiometria atualizada. Ela mostra se a configuração atual do aparelho acompanha a audição de hoje.

Material de apoio: guia interativo

A Auditif tem um guia interativo chamado "Encontre o Aparelho Ideal para Você", que ajuda a organizar as perguntas certas antes de conversar com o fonoaudiólogo, incluindo recursos como o Bluetooth. Para receber o guia, preencha o formulário abaixo e indique a unidade mais próxima.

Perguntas frequentes

O Auracast substitui o Bluetooth que já uso no aparelho?

Não. O Bluetooth tradicional continua servindo para ligações e música do celular. Já o Auracast é um modo adicional, voltado à transmissão para vários receptores.

Preciso de internet para usar o Auracast?

Não. A transmissão é feita por Bluetooth, dentro do alcance do transmissor.

Meu aparelho atual vai receber o Auracast por atualização?

Depende do modelo e do fabricante. Em alguns casos o recurso chega por atualização de software, e em outros exige um aparelho novo. O profissional que adaptou o seu pode confirmar.

O Auracast funciona com fones de ouvido comuns?

Funciona com fones, caixas de som e aparelhos auditivos, desde que o modelo seja compatível com Auracast.

Onde tirar dúvidas sobre aparelhos auditivos em Mogi das Cruzes, Suzano, Guarulhos e Sorocaba?

A equipe da Auditif atende nas unidades de Mogi das Cruzes, Suzano, Guarulhos e Sorocaba. Basta preencher o formulário abaixo para agendar uma conversa na unidade mais próxima.

Receba o guia e agende sua avaliação

Preencha o formulário e a equipe da Auditif retorna o contato para enviar o guia "Encontre o Aparelho Ideal para Você" e, se quiser, marcar uma avaliação auditiva.

Informe nome, telefone, e-mail e a unidade de sua preferência: Mogi das Cruzes, Suzano, Guarulhos ou Sorocaba.

Escrito por Fabio Horsth Catão

Fonoaudiólogo (CRFa 22368), engenheiro pela UNESP e mestre em Engenharia e Acústica pelo INP Grenoble (França). Diretor e sócio da Auditif, com mais de 20 anos de experiência em gestão, pesquisa e atuação clínica em audição. A Auditif atende em Mogi das Cruzes, Suzano, Guarulhos e Sorocaba.

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